Diário do despertar 2 – Por que eu não me encaixo?

Eu não posso dizer exatamente quando ocorreu o meu despertar, mas foi algo que veio aos poucos em minha vida resultado da junção de todas as experiências, algumas do cotidiano e outras transcendentais.

Não há nada de extraordinário na minha história, eu não tinha amigos imaginários, não via espíritos quando criança, mas ficava atemorizada jurando que via seres “escuros” debaixo da cama de meus pais quando tinha uns 5 ou 6 anos de idade.

Eu sempre estive dentro dos padrões ditos normais, tinha amigos, família, mas ao mesmo tempo sentia que era diferente. Eu não me encaixava nos padrões que as pessoas queriam impor para mim, ou melhor, não é que não encaixava, eu só não me sentia confortável.

A coisa sempre fica mais complicada na adolescência, nessa época eu comecei a me interessar por meditação. Não frequentava igrejas, mas fazia meus próprios estudos bíblicos de vez em quando e, simplesmente, não compreendia porque alguns dos meus assuntos não eram interessantes para os outros.

Simplesmente eu nunca compreendia como que as pessoas com as quais eu convivia podiam ser tão rasas e sem conteúdo? (pensamento da época)

A filosofia foi a minha paixão e a curiosidade pela temática espírita também crescia.

Aos poucos eu passava a ter grande facilidade para meditar, tentava contato com o guia, além de tentar fazer materialização de coisas.

Por algum motivo, o qual eu não me recordo, eu passei a dar menos importância a tudo isso e julgar que os poucos contatos que tinha feito com meu guia eram “coisas da minha cabeça”.

Em realidade, esse meu lado conectado além da terceira dimensão nunca morreu, só ficou adormecido enquanto eu jogava o jogo direitinho respeitando todas as regras. Eu continuava vendo coisas uma vez ou outra, mas atribuía tudo à minha fértil imaginação.

Eu não me sentia bem em lugares movimentados, não frequentava festas, bebia socialmente, mas não gostava, me sentia deslocada, tinha alguns amigos, mas não compreendia porque eu era tão diferente dos adolescentes da minha idade. Não achava nada divertido sair beijando pessoas aleatórias sem gostar delas e achava ridículo o cálculo de quantas pessoas você já beijou.

Eu continuei jogando o jogo… Desisti de uma profissão que eu gostava e estava predestinada, para fazer outra coisa. Estive em relacionamento que não tinha nada a ver comigo.

Tudo isso até que meu Eu Interior resolveu se manifestar porque ele estava cansado.

Eu estava me matando aos poucos e era de tristeza, de mágoa, de infelicidade, de não viver o meu propósito e preencher minha vida com uma rotina exaustiva. Chegou ao ponto de eu não ter ânimo nem para levantar da cama.

Eu estava no fundo do poço e não conseguia me ajudar!

Continua na próxima semana…

Diário do despertar 1 – O mundo físico https://searaluzdavida.com/?p=712

Texto de Micaela, por ela mesma.

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